As 5 principais falhas no desenho de trilhas de desenvolvimento

As trilhas de desenvolvimento são muito importantes para treinar colaboradores, capacitar gestores e atingir melhores resultados. Porém, o processo tem que ser desenhado da maneira certa ou, então, a tarefa se torna bem menos eficiente do que o esperado.

Não é incomum que as empresas cometam falhas na hora de traçar esses caminhos e, como resultado, os efeitos podem ser negativos. Para não correr este risco, veja a seguir quais são os principais erros e saiba como evitá-los.

1. Desconsiderar os objetivos do negócio na elaboração

Para que sejam realmente úteis, os caminhos de aprendizado têm que estar relacionados com o que o negócio espera. Afinal, não adianta desenvolver pessoas sem ter um propósito claro ou usar métodos que não fazem sentido para o que é desejado, de forma que não exista correlação entre as iniciativas de desenvolvimento e as necessidades do negócio.

Um dos erros consiste exatamente nisso: não levar em consideração os objetivos empresariais. É preciso reconhecer as necessidades práticas, ouvir os stakeholders, considerar as metas e indicadores e, só a partir daí, avançar no processo de desenho das trilhas.

Atrelado a isso, também é necessário conhecer quais são as competências para cada cargo e para cada nível hierárquico, de modo que ocorra a alavancagem dos resultados do negócio. Somente depois disso é possível agir.

2. Não considerar a cultura

Sabe aquela ideia de ficar de olho no que o seu concorrente está fazendo? Pois é, ela não funciona tão bem quando as trilhas de desenvolvimento estão na roda de assunto. Um benchmark pode até servir de inspiração, mas as trilhas de desenvolvimento da sua organização devem considerar, principalmente, a cultura estabelecida.

O motivo é que ao olhar demais para a concorrência, pode-se cometer a grave falha de não saber o que é necessário internamente.

É fundamental conhecer muito bem a cultura da empresa e considerá-la na estruturação das trilhas. Navegar contra essa maré pode fazer o barco do desenvolvimento afundar.

Ela deve ser valorizada e estar alinhada a atuação e ao desenvolvimento dos colaboradores, de modo a gerar efeitos positivos.

3. Ter trilhas de desenvolvimento engessadas

O aprendizado não é linear. A constante mudança, inclusive, também influencia o que deve ser aprendido e ensinado. O gestor de hoje, por exemplo, necessita de conhecimentos diferentes daqueles de 2 anos atrás.

Ao ter trilhas engessadas, tudo isso é desconsiderado e as chances de serem relevantes ficam bem menores. Em vez disso, é fundamental que elas sejam flexíveis o bastante para que se adaptem às mudanças naturais da organização, sendo revisadas e atualizadas periodicamente.

4. Desconsiderar as diferentes formas de aprendizagem

Não existe um único método correto, forma, ambiente ou momento para aprender. Embora estejamos na era digital, nem sempre o EAD é a melhor opção. Da mesma forma, focar-se somente no presencial não faz sentido.

É preciso levar em conta que indivíduos diferentes vão se adaptar à técnicas e meios distintos. Mesmo assim, muitos gestores de negócios não consideram, por exemplo, os fatores de interação entre pessoas ou de aplicação prática para a fixação da aprendizagem.

Para criar trilhas de desenvolvimento que funcionam, é necessário oferecer diferentes momentos — como ao integrar digital e presencial e elementos formais e informais. O objetivo é oferecer diversos estímulos que favoreçam a aplicação dos conceitos no cotidiano do profissional.

5. Não levar indicadores e mensuração em conta

Ao final de toda a aplicação da trilha é fundamental conhecer, por exemplo, a  aplicabilidade das ações e os impactos no desempenho. Sem isso, nada feito: pois o que não pode ser medido, não pode ser gerenciado.

Uma empresa pode fazer um bom “desenho” e falhar justamente na definição de indicadores. A verdade é que é essencial exercer a mensuração desses resultados, acompanhando o processo e podendo repetir o que deu certo.

Ao reconhecer essas falhas no desenho das trilhas de desenvolvimento, vai ficar mais fácil prevenir que elas apareçam na sua organização. Assim, as chances de conseguir melhores resultados ficam ainda maiores!

 

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